CARNAGAMBO2026: FOI RETADO, FOI ORGANIZADO E DO JEITO QUE A GAMBOA MERECE!

O CarnaGamboa 2026 foi coisa bonita de se ver, visse? Organização tinindo, povo na rua até cansar o pé e uma programação musical que só Cairu sabe fazer: tinha de tudo um pouco e tudo bem temperado.

A Gamboa mostrou que não brinca em serviço quando o assunto é cultura no Arquipélago de Cairu.

Foram mais de 30 atrações espalhando som, sorriso e suor de felicidade pra todo lado. Morador misturado com visitante, comércio vendendo que só água no deserto e a tradição carnavalesca da comunidade pulsando como o coração das mulatas sambistas.

Realizado pela Prefeitura de Cairu, com patrocínio do Ministério do Turismo e da Embasa, o CarnaGamboa desse ano veio daquele jeito: programação vasta, ritmos variados, artista da terra valorizado e artista da região chegando junto.

A Gamboa virou palco, virou vitrine e virou ponto de encontro de quem gosta de festa bem feita.

E o encerramento? Foi na quarta-feira (18) com aquele tempero especial que só a Bahia sabe dar. O tradicional Bloco dos Garis desceu a rua fazendo graça, arrancando risada e mostrando que carnaval só serve com o povo como protagonista.

Foi um fechamento arretado, de cabeça erguida e coração satisfeito. Cultura, turismo e desenvolvimento tudo misturado no mesmo balaio, mostrando que quando a gestão pega firme, o resultado aparece.

O que se viu no CarnaGamboa foi muita festa e identidade, economia girando, alegria espalhada na maré. E quem esteve lá sabe: foi coisa de primeira, meu rei.

CURRÍCULO NÃO É CARGO, É HISTÓRICO

Recebi e publiquei, na íntegra, o texto enviado pela vice-prefeita exercendo seu direito de resposta. Como sempre fiz, respeito o contraditório. O debate político não pode ter dono.

Dito isso, vamos ao ponto.

Ninguém questionou trajetória.

Ninguém apagou histórico.

Ninguém negou leis, audiências públicas ou atuação passada.

Mas é preciso separar as coisas: currículo é o que a pessoa já fez. Cargo é o que está fazendo agora.

O debate levantado não foi sobre o que aconteceu quando era vereadora ou secretária. Foi sobre o papel político exercido hoje, no presente, na condição de vice-prefeita.

E aqui está o centro da questão.

A vice-prefeita afirma que cumpre rigorosamente o papel que a legislação estabelece. Correto. A lei realmente não concede secretaria própria nem estrutura autônoma.

Mas a política não se resume ao que está escrito na lei. Política também é presença, articulação, influência, protagonismo.

Vice-prefeito não é cargo ornamental.

Também não é cargo meramente protocolar.

E muito menos pode se limitar à espera de convocação.

A população não elege vice para ser figura técnica de bastidor. Elege para ser liderança ativa.

O texto apresentado enumera ações passadas e explica limites legais. Mas o eleitor quer saber algo mais simples: qual é a marca política atual? Onde está a atuação visível? Quais pautas lidera hoje? Que bandeiras levanta publicamente?

Isso não é ataque. É questionamento político legítimo.

Quanto à insinuação de que críticas reduzem mulher a “cota” ou “figura decorativa”, é importante esclarecer: debate político não pode ser interditado por rótulos emocionais.

Mulher na política deve ser respeitada, sim. E exatamente por isso deve ser cobrada como qualquer outro agente público.

Igualdade também significa igualdade na cobrança.

Reafirmo: respeito pessoal sempre existirá.

Mas questionamento político continuará existindo.

Porque aqui não se faz ataque.

Aqui se faz debate.

E debate se faz com luz acesa.

Pelegrini

“A VERDADE SOBRE O PAPEL DA VICE-PREFEITA: TRABALHO, RESULTADOS E RESPONSABILIDADE”

A vice-prefeita enviou ao Blog do Pelegrini um texto exercendo seu direito de resposta à matéria publicada ontem. Como espaço plural, publicamos na íntegra sua manifestação

Diferente de narrativas superficiais que tentam reduzir a atuação da vice-prefeita a uma “figura ilustrativa”, é preciso restabelecer a verdade com base em fatos concretos e históricos de atuação pública.
Antes mesmo de ocupar a vice-prefeitura, enquanto vereadora, exerceu com zelo e protagonismo a função constitucional de legislar e fiscalizar. Foi autora e defensora de leis relevantes, como:
Lei de combate à violência obstétrica;
Propostas voltadas à acessibilidade e mobilidade urbana;
Realização de audiência pública em defesa do IFBA;
Atuação direta junto ao Ministério da Educação para impedir a retirada ou unificação dos Institutos Federais, preservando conquistas educacionais para o município;
Entre outras políticas públicas que deixaram marcas reais na cidade.
Na condição de Secretária de Educação, sua gestão também foi marcada por resultados objetivos e mensuráveis:
Defesa e pagamento do piso máximo do magistério;
Distribuição de fardamento para todos os alunos da rede pública;
Aquisição de ônibus escolares;
Reformas e melhorias estruturais nas escolas municipais.
Esses não são discursos, são ações concretas.
Como vice-prefeita, cumpre rigorosamente o papel que a legislação estabelece: função de assessoramento ao Executivo. A vice não possui secretaria própria, nem estrutura administrativa autônoma. Sua atuação se dá por meio de diálogo institucional, apresentação de projetos via ofício, indicações de demandas da população — como medicamentos e profissionais necessários — além de solicitar e acompanhar obras, sempre dentro dos limites legais da função.
É fundamental esclarecer: o lugar da vice é ao lado do gestor quando requisitada, conforme a dinâmica administrativa e a legislação vigente. Não se trata de vontade pessoal, mas de respeito à estrutura legal do Executivo municipal.
Reduzir a atuação de uma mulher na política à ideia de “cota” ou “figura decorativa” revela desconhecimento da gestão pública ou, pior, desconsideração pela trajetória construída com trabalho, competência e resultados.
Mulheres na política não são concessão. São escolha legítima do povo e ocupam espaços por mérito, preparo e compromisso.
Quem acompanha a política pública de perto sabe: há trabalho, há presença, há responsabilidade e há contribuição efetiva.
O debate político é saudável. A desinformação, não.

PEC 12/2022 PODE ABRIR CAMINHO PARA MAIS UM MANDATO EM CAIRU: E SE FOR HILDECIO DE NOVO?

A política brasileira nunca fica parada. Quando a gente acha que o jogo está definido, surge uma emenda constitucional para mexer nas regras do tabuleiro.

A chamada PEC 12/2022, que tramita no Senado Federal, propõe alterar a Constituição para estabelecer a inelegibilidade dos chefes do Poder Executivo para o mesmo cargo em eleições subsequentes. Mas, no meio da mudança, abre-se uma janela.

Pelo texto em discussão, prefeitos em primeiro mandato continuariam podendo disputar a reeleição. Já aqueles que estão no segundo mandato poderiam ter uma candidatura excepcional, uma espécie de “última oportunidade” antes da nova regra entrar em vigor.

Como destacou o senador Ciro Nogueira ao apresentar a proposta, prefeitos reeleitos em 2024 poderiam disputar novamente em 2028, dentro de uma transição que ajustaria o sistema eleitoral.

E é aqui que o assunto deixa de ser Brasília e passa a ser Baixo Sul.

Em Cairu, isso pode significar algo bem concreto: a possibilidade de Hildécio Meireles disputar mais um mandato.

E vamos falar com franqueza: se existe um gestor que transformou Cairu em referência administrativa, organizou finanças, fortaleceu o turismo, estruturou serviços e deu identidade política ao município, esse nome é Hildécio.

Não se trata apenas de tempo de poder. Trata-se de legado.

Enquanto muitos municípios patinam em crise fiscal e desorganização administrativa, Cairu virou case. Obras estruturantes, fortalecimento cultural, presença institucional firme e uma gestão que consolidou o arquipélago como potência turística da Bahia.

Se a PEC for aprovada, abre-se a possibilidade de um terceiro mandato numa regra de transição. E aí a pergunta deixa de ser jurídica e passa a ser política:

Cairu quer continuidade ou quer ruptura?

Os adversários, que já fazem conta para 2028, talvez precisem rever a matemática. Porque, se a janela constitucional se confirmar, Hildécio pode não estar de saída. Pode estar apenas preparando mais um ciclo.

E convenhamos: quando um gestor é considerado por muitos como o melhor da história do município, a discussão deixa de ser “se pode” e passa a ser “se deve”.

A PEC 12/2022 continua em tramitação. Mas em Cairu, o debate já começou.

E quem achava que 2028 marcaria uma despedida definitiva, talvez tenha que guardar a faixa para outra ocasião.

ENTRE O SENSACIONALISMO E OS FATOS: MORRO DE SÃO PAULO NÃO SE ANALISA POR “IMPRESSÃO PESSOAL”

Por Alcides Bulhões*

Nos últimos dias, circulou nas redes sociais uma publicação afirmando que o Morro de São Paulo estaria “vazio”, inclusive em pleno verão e Carnaval, atribuindo essa situação à Tarifa de Uso do Patrimônio (TUPA). A narrativa chama atenção pelo tom dramático — mas carece de fundamento técnico e estatístico.

A análise apresentada se apoia exclusivamente em percepção individual, em um recorte visual momentâneo, transformado em conclusão generalizada. Trata-se de típico exemplo de enxerto opinativo: um olhar próprio, não comprovado por dados oficiais, elevado à condição de verdade absoluta.

Mas turismo não se mede por fotografia isolada nem por horário específico. Mede-se por fluxo consolidado, por números acumulados, por indicadores objetivos.

E os dados demonstram que, nos últimos anos, houve aumento no número de visitantes, inclusive após a consolidação da TUPA. Sistemas de monitoramento e controle de acesso registram crescimento no fluxo turístico e manutenção da atratividade do destino.

DADOS OBJETIVOS CONTRA NARRATIVAS EMOCIONAIS

É natural que redes sociais favoreçam discursos de impacto. O problema surge quando a busca por engajamento substitui a responsabilidade com a informação.

Afirmar que a cidade está vazia por causa da tarifa ignora:
• o histórico recente de crescimento do turismo;
• os índices de ocupação em períodos de alta estação;
• o caráter sazonal e dinâmico do fluxo turístico;
• e, sobretudo, a função estrutural da própria tarifa.

Sem comprovação numérica, a crítica torna-se mera opinião — legítima como expressão individual, mas insuficiente como diagnóstico coletivo.

A TUPA COMO INSTRUMENTO DE EQUILÍBRIO

A TUPA não foi criada para restringir visitantes, mas para administrar impactos. Morro de São Paulo é destino de grande apelo e sofre, naturalmente, com:
• aumento expressivo da geração de resíduos sólidos;
• pressão sobre a limpeza urbana;
• desgaste da infraestrutura pública;
• necessidade constante de manutenção ambiental.

Os recursos arrecadados são essenciais para custear essa sobrecarga. Sem eles, o custo recairia exclusivamente sobre os moradores ou sobre um orçamento municipal já limitado.

O debate é legítimo. O sensacionalismo, não.

CONCLUSÃO

O Morro de São Paulo não pode ser reduzido a uma narrativa construída a partir de percepção isolada. Políticas públicas devem ser avaliadas por dados, resultados e sustentabilidade de longo prazo.

Criticar é parte da democracia. Mas criticar com base em impressão pessoal, desprovida de números e contexto, não contribui para o debate sério.

Os fatos permanecem: o destino segue relevante, o fluxo turístico se mantém consistente e a TUPA cumpre papel essencial na preservação da infraestrutura que sustenta a própria atividade turística.

Entre a emoção e a evidência, os números continuam sendo o melhor argumento.

*Alcides Bulhões é advogado e criador da TUPA

A VICE NA LATA DE CONSERVA E O SILÊNCIO NA GESTÃO

De repente, Valença acorda e descobre que temos uma vice-prefeita. Não em uma agenda institucional, não em uma entrega de obra, não em uma reunião estratégica de governo. Mas dentro de uma lata de conserva.

A moda começou por causa da ala dos “conservadores” no desfile da Acadêmicos de Niterói. Uma crítica bem-humorada, típica do carnaval, onde metáfora é instrumento e ironia é ferramenta. Mas o que era alegoria virou guerra cultural de rede social.

E eis que a vice-prefeita de Valença surge, sorridente, ao lado do marido, dentro da tal lata. Meme pronto. Postagem feita. Recado dado.

A pergunta que fica não é sobre carnaval. É sobre coerência.

A mesma vice que se elegeu numa chapa claramente alinhada ao campo progressista, ao lado de um prefeito que mantém diálogo com o governo Lula, agora resolve surfar numa tendência importada do bolsonarismo digital, que tenta transformar escola de samba em símbolo ideológico.

É só uma brincadeira?

É só engajamento?

Ou já é um ensaio de despedida política?

Porque política não é só foto. É posição.

E posição tem consequência.

Enquanto isso, na gestão municipal, o silêncio.

Pouca presença pública.

Nenhum protagonismo.

Nenhuma marca administrativa visível.

Valença tem uma vice ou tem uma figura decorativa?

A população quase não a vê em agendas institucionais, obras, reuniões estratégicas ou representações oficiais. Some da gestão, aparece no meme.

É esse o papel da vice-prefeita? Ser vice-simbólica?

Curioso também é o contraste entre discurso e prática. Se a vice-prefeita se posiciona publicamente como defensora de valores conservadores, surge outra pergunta legítima: sempre acompanhou e respeitou as manifestações culturais como o carnaval, ou a atenção surgiu apenas quando o tema virou oportunidade de disputa ideológica?

Porque coerência não é questão de fé. É questão de postura pública.

E mais: se a publicação é um recado ideológico, ele é para quem? Para o eleitor bolsonarista? Para a base conservadora? Ou é um sinal de que já começou o distanciamento do atual prefeito?

Porque não dá para estar em dois palanques ao mesmo tempo. Ou dá?

Nos últimos anos, vimos ondas digitais tentando transformar qualquer símbolo cultural em batalha política. Tudo vira narrativa. Tudo vira teste de massa.

Mas Valença precisa de gestão.

Precisa de presença.

Precisa de vice-prefeita atuante.

Se a lata é metáfora, talvez ela revele mais do que deveria: política fechada em si mesma, conservada em rede social, distante da vida real.

Fica a pergunta: a foto é só meme ou é manifesto?

Porque às vezes, dentro de uma simples lata, cabe um projeto político inteiro.

ÚLTIMO HORÁRIO DA LINHA VALENÇA X GUAIBIM SERÁ SUSPENSO TEMPORARIAMENTE

A empresa Rumo Rápido Transportes informou que, a partir do dia 18 de fevereiro de 2026, o último horário da linha Valença x Guaibim estará temporariamente suspenso.

Segundo a direção da empresa, a decisão foi tomada por conta da baixa demanda neste período. A medida, de acordo com o comunicado, tem como objetivo ajustar a operação do serviço sem comprometer a qualidade do atendimento aos passageiros.

A empresa ressalta que a mudança é provisória e será reavaliada conforme o aumento ou não da procura pela linha.

Para quem depende do transporte, é bom ficar atento aos horários e se programar para evitar transtornos.

A Rumo Rápido informou ainda que permanece à disposição para esclarecimentos.

Educação renovada: Creche Juracy Magalhães é reinaugurada em Cova da Onça

A Prefeitura de Cairu reinaugurou, nesta quinta-feira (12), a Creche-Escola Juracy Magalhães, em Cova da Onça, após uma restauração completa da unidade.

O espaço foi totalmente requalificado, com salas climatizadas, mobiliário novo, eletrodomésticos, além de cozinha e refeitório equipados, garantindo mais conforto, segurança e qualidade para as crianças da Educação Infantil.

Mesmo em clima de Carnaval, a gestão manteve o ritmo de trabalho. A cerimônia contou com a presença do prefeito Hildécio Meireles, vereadores, secretários, comunidade escolar e moradores, reforçando o compromisso com planejamento responsável e investimento nas novas gerações.

A entrega da creche consolida a prioridade da administração municipal em fortalecer a Educação desde os primeiros anos, ampliando as bases para o desenvolvimento social e humano no município-arquipélago.