Medrado invade o Guaibim com seu time e arrasta uma multidão

O Guaibim ficou pequeno neste sábado. O prefeito Marcos Medrado chegou acompanhado do seu time político e de uma verdadeira torcida organizada, que tomou as ruas com bandeiras, alegria e muita disposição.

Na escalação de Medrado estão Patrick Lopes para deputado estadual, Sérgio Brito para deputado federal, Rui Costa e Jaques Wagner para o Senado, Jerônimo Rodrigues para o Governo da Bahia e Lula para presidente.

Durante a caminhada, a multidão gritava o nome dos candidatos, enquanto Medrado seguia à frente, tranquilo e satisfeito com a receptividade dos moradores. E não é por acaso que o prefeito foi tão bem recebido. Recentemente, sua gestão entregou uma nova praça no Guaibim, asfaltou a Avenida Taquari e, em parceria com o Governo do Estado, garantiu a recuperação da estrada que liga o entroncamento ao distrito.

O asfalto está novinho e as melhorias já podem ser vistas por quem mora ou visita o Guaibim. Para Medrado, Valença precisa continuar caminhando ao lado desse grupo político para garantir novos investimentos e manter as obras avançando.

A mensagem do prefeito foi direta: para o município continuar crescendo e recebendo obras, é preciso fortalecer esse time. E, pelo tamanho da festa realizada hoje no Guaibim, a torcida parece ter entendido o recado.

Cassado em 2023, como Dallagnol conseguiu voltar à disputa em 2026?

Quem acompanha a política pode ter estranhado ao ver Deltan Dallagnol novamente candidato, agora disputando uma vaga no Senado pelo Paraná.

A pergunta é simples: Dallagnol não teve o mandato cassado? Como pode estar concorrendo outra vez?

Teve, sim.

Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou o registro da candidatura de Dallagnol referente às eleições de 2022, provocando a perda do seu mandato de deputado federal.

Na época, o TSE entendeu que o ex-procurador deixou o Ministério Público Federal em 2021 quando ainda existiam procedimentos disciplinares contra ele. Para o tribunal, a saída antecipada permitiu o enquadramento do caso na Lei da Ficha Limpa.

Só que surgiu uma nova discussão jurídica.

A defesa de Dallagnol argumenta que a decisão do TSE atingiu aquela candidatura de 2022, mas não determinou expressamente que ele ficaria proibido de disputar as eleições de 2026.

Por isso, Dallagnol procurou o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) para conseguir o reconhecimento de que pode concorrer neste ano.

E ele conseguiu um reforço importante: o Ministério Público Eleitoral apresentou parecer favorável à sua elegibilidade. Segundo o MPE, a decisão que derrubou sua candidatura anterior não impede automaticamente uma nova candidatura em 2026.

Mas calma lá: parecer do Ministério Público não é sentença.

A palavra do MPE pesa, mas quem decide é a Justiça Eleitoral. E o caso ainda está sendo analisado pelo TRE-PR, inclusive diante de impugnações apresentadas contra a candidatura.

Portanto, Dallagnol está na disputa pelo Senado, mas existe uma batalha jurídica para definir definitivamente se ele poderá permanecer nela.

É uma situação no mínimo curiosa.

O homem que ficou conhecido nacionalmente como um dos principais procuradores da Lava Jato, depois entrou na política, foi eleito deputado federal, perdeu o mandato por decisão da Justiça Eleitoral e, três anos depois, está novamente tentando chegar a Brasília.

Só que desta vez pela porta do Senado.

E antes de saber quantos votos terá nas urnas, Dallagnol ainda precisa saber como terminará sua própria novela nos tribunais.

Dallagnol expõe dados sigilosos de Zanin e caso vai parar no Ministério Público

O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol arrumou mais uma dor de cabeça com a Justiça. Desta vez, o problema envolve ninguém menos que o ministro do STF Cristiano Zanin.

Dallagnol, que disputa uma vaga no Senado pelo Paraná, anexou ao processo de registro de sua candidatura documentos contendo informações fiscais e bancárias de Zanin e de sua esposa. O detalhe é que esses dados eram protegidos por sigilo e acabaram ficando disponíveis em um processo público da Justiça Eleitoral.

As informações haviam sido obtidas em 2019, durante investigações da Lava Jato, quando Zanin ainda atuava como advogado. Posteriormente, a quebra dos sigilos e as provas decorrentes dela foram anuladas pela Justiça.

Zanin reagiu e pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Paraná a retirada dos documentos e a responsabilização penal dos envolvidos. O TRE-PR determinou sigilo imediato sobre o material, acionou o Ministério Público e deu prazo para Dallagnol prestar esclarecimentos.

A defesa de Dallagnol afirma que os documentos faziam parte de milhares de páginas apresentadas para responder às impugnações contra sua candidatura e que não houve intenção de divulgar informações pessoais do ministro.

Agora a história muda de mesa: sai do debate político e entra no terreno jurídico. Caberá às autoridades apurar se a exposição dos dados configura crime e quem eventualmente deverá responder por ela.

Dallagnol, que durante anos ficou conhecido por investigar meio mundo, agora terá de explicar por que informações protegidas por sigilo foram parar na vitrine de um processo público.

Valença se despede do poeta Otávio Mota, um dos grandes nomes da cultura local

Recebemos com profunda tristeza a notícia do falecimento do poeta, escritor, dramaturgo e gestor cultural Otávio Campos Mota Nunes, membro da Academia Valenciana de Educação, Letras e Artes (AVELA).

Nascido no dia 9 de novembro de 1947, em Amargosa, Otávio viveu desde os primeiros anos em Valença, cidade à qual dedicou grande parte da sua vida e da sua produção cultural.

Desde 2011, atuava como coordenador do Centro de Cultura Olívia Barradas, equipamento ligado à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Em 2025, recebeu o título de Cidadão Valenciano, como reconhecimento pela sua enorme contribuição à cultura e à história do município.

Otávio Mota parte deixando suas obras, seus ensinamentos e uma trajetória que jamais será esquecida. Valença perde um dos seus grandes nomes da cultura.

Aos familiares, amigos e admiradores, os nossos mais sinceros sentimentos.

Adeus, poeta. Até breve!

Rafa conquista o que há de mais difícil na política: a confiança do povo

Olha, uma das coisas que mais me chamam a atenção quando acompanho a campanha de Rafa é a sinceridade das pessoas ao dizerem que confiam nele.

Assistindo a um desses vídeos, ouvi um apoiador dizer: “Sua presença é o que mais cativa a gente. A gente sente que pode contar com você de verdade”. Logo depois, outro completou: “Isso é importante. Você transmite isso”.

Tem coisa melhor para um candidato ouvir isso de um eleitor? É gratificante quando uma pessoa acredita na outra. Creio que manifestações como essas dão ainda mais energia para o candidato seguir em frente e aumentam também a responsabilidade de assumir um mandato com seriedade.

Hoje em dia, uma das coisas mais difíceis é o povo acreditar em político. E, quando essa confiança aparece de maneira tão espontânea, é porque quem passou a mensagem conseguiu transmitir sinceridade, compromisso e verdade.

Valença inicia reforma da Escola Dario Galvão nesta segunda-feira

Imagem meramente ilustrativa

A Prefeitura de Valença inicia, nesta segunda-feira (7), a reforma da Escola Municipal Dario Galvão. A obra terá investimento de aproximadamente R$ 575 mil, com recursos do Fundeb, e prazo previsto de seis meses.

A intervenção vai melhorar a estrutura da unidade e oferecer mais conforto e segurança para alunos, professores e servidores. A reforma atende a uma antiga demanda da comunidade escolar.

Vorcaro acusa Kassab de articular suposta propina em doações a Bolsonaro e Tarcísio

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou, numa proposta de delação premiada, que R$ 5 milhões doados oficialmente às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em 2022, teriam sido usados como pagamento de propina. Segundo ele, a suposta negociação teria sido articulada por Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD.

Do total, R$ 2 milhões foram destinados à campanha presidencial de Bolsonaro e R$ 3 milhões à campanha de Tarcísio ao Governo de São Paulo. As doações foram realizadas por Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

O ex-banqueiro alegou que os pagamentos buscavam garantir a continuidade do Credcesta, cartão de crédito consignado explorado por empresas ligadas ao Banco Master. Vorcaro também afirmou que outros R$ 10 milhões teriam sido entregues em dinheiro vivo ao PSD. (Com informações da Folha)

Jeca Tatu e o Coronel do Cerrado estão procurando votos com uma lupa

A política brasileira ganhou uma nova dupla sertaneja. De um lado, Romeu Zema, o nosso Jeca Tatu das alterosas. Do outro, Ronaldo Caiado, o bravo Coronel do Cerrado. Os dois deixaram seus governos em março, arrumaram as malas e partiram em direção ao Palácio do Planalto, imaginando que o povo abriria alas para a passagem dos novos salvadores da pátria.

Jeca Tatu saiu de Minas se achando o bam-bam-bam. Deve ter pensado: “Se governei Minas, governo o Brasil até pelo WhatsApp”. Botou a botina, ensaiou o discurso e caiu na estrada. Só esqueceu de levar os eleitores.

Já o Coronel do Cerrado desceu do cavalo em Goiás e entrou na campanha presidencial com aquela valentia de quem chega à fazenda gritando:

— Abram a porteira, que o presidente está chegando!

Mas parece que a porteira emperrou.

Nas pesquisas, os dois continuam pequenos. No Datafolha divulgado nesta quinta-feira (3), Caiado apareceu com 4% e Zema com 2%. Melhoraram um tiquinho em relação ao famoso 1%, mas continuam precisando de lupa para encontrar os próprios votos.

E o mais engraçado é que os dois abandonaram antecipadamente governos importantes para percorrer o Brasil, participar de debates, gravar vídeos e dizer que estão preparados para governar o país. Preparados podem até estar. O problema é combinar com o eleitor.

Agora fica a pergunta: será que Jeca Tatu e o Coronel do Cerrado ainda vão crescer ou vão encolher mais um pouco? Porque, se caírem demais, daqui a pouco não vão precisar de palanque. Uma caixa de sapato resolve.

Também existe a possibilidade de união. Jeca Tatu poderia chamar o Coronel para uma conversa:

— Coronel, eu tenho 2%, o senhor tem 4%. Se juntarmos tudo, dá 6%!

E o Coronel responderia:

— Pode ser, Jeca! Se não der certo a gente forma a dupla sertaneja: Coronel do Cerrado e Jeca Tatu das alterosas.

Desse jeito, o sonho do Planalto pode terminar antes mesmo da chegada a Brasília. Jeca Tatu volta para Minas, o Coronel retorna ao Cerrado, e os dois ficam contando a história da eleição em que largaram o governo para procurar votos pelo Brasil.

Procuraram, procuraram… e até agora acharam quase nada.